Quem já passou pelos corredores imensos da WTM London sabe que ali não se trata apenas de uma feira. É quase um microcosmo do mundo: sotaques de mais de 180 países, cheiros de cafés que nunca tínhamos provado, abraços de reencontros inesperados, e aquele burburinho constante de negócios que começam com um simples “Hello”.
Antes da feira: a maratona invisível
Para quem visita, tudo parece natural — stands bem iluminados, branding impecável, sorrisos prontos. Mas por trás de cada stand há meses de preparação. Equipas inteiras a escolher materiais, a pensar no design, a treinar cada detalhe. É quase como preparar uma peça de teatro em que o cenário tem de impressionar ao primeiro olhar e, ao mesmo tempo, abrir espaço para conversas sérias.
E não é só estética. É pensar: “Como é que vamos receber clientes, parceiros, curiosos? Como é que mostramos quem somos em poucos segundos?”
O momento da abertura: energia a transbordar
Quando as portas do Excel London se abrem, a cidade já se transformou no epicentro da hospitalidade mundial. EM 2024, foram mais de 46.000 profissionais a cruzarem-se nos corredores, vindos de todos os cantos do globo. É impossível não sentir a energia de tantas culturas misturadas num só espaço.
De repente, marcas, destinos, hotéis, tecnologias e serviços estão lado a lado. Mais de 4.000 expositores — cada stand uma história, cada conversa uma possibilidade.
Expectativas que se tornam encontros
Quem participa não leva apenas folhetos e apresentações. Leva expectativas: reencontrar clientes, reforçar laços, mostrar novidades, inspirar curiosidade e, quem sabe, abrir portas para novos mercados.
E há números que falam por si: mais de 34.000 reuniões pré-agendadas em 2024. Não são apenas cartões de visita trocados, mas verdadeiras oportunidades de colaboração.
Muito mais que participar: representar
Estar na WTM é mais do que marcar presença. É representar uma marca, uma visão, uma forma de olhar o futuro da hospitalidade. É ter a responsabilidade de criar impacto num espaço onde todos competem por atenção. É ser lembrado, não pelo tamanho do stand, mas pela autenticidade da mensagem e pela proximidade das conversas.
Londres como palco
E Londres é o cenário perfeito. Uma cidade que respira diversidade, que recebe profissionais que ficam não só para a feira, mas para viver a cidade. Estima-se que 82 % dos visitantes sejam internacionais e muitos prolongam a estadia — o que transforma a WTM também numa força económica para a capital britânica.
A essência: histórias que se encontram
No fim, a WTM é isto: histórias que se cruzam. Um hotel familiar que procura digitalizar-se encontra uma empresa de software que acredita na hospitalidade humana. Um destino emergente cruza-se com um operador que pode levar turistas para lá. Um parceiro de longa data reaparece, e a conversa continua como se nunca tivesse parado.
É um lugar onde o mundo não só se encontra, mas se reconhece. E é por isso que, todos os anos, o regresso à WTM sabe a um ritual de pertença.